terça-feira, 15 de maio de 2012
Olá, homem de negócios
Lá vai ele, é, ele. O homem dos negócios. O homem da política. Aquele que fica indignado com a situação atual e vê que a única solução dos problemas do mundo é ter gente competente no poder. E ele pensa certo, o poder está decadente... as pessoas não acreditam mais que os políticos não serão corruptos ou ladrões. A educação, a saúde, dentre outros estão um lixo, e tudo é coberto por um pano. O capitalismo nos corroi e fingimos que não, ou temos a primeira impressão que não. No fundo, sabemos que somos escravos, tentamos ser mais felizes com um "escravo do que eu gosto" ou "escravo de mim". Escravo é escravo, corta essa! O homem de negócios então, vai lá, resolver suas contas, ou melhor, as contas do estado. Ele vai fazer de tudo visando o bem da população, tem o sonho de diminuir a miséria e qualificar a educação nacional. Quer cortar o barato desses corruptos. Quer ver a felicidade do povo, e, consequentemente, a sua própria felicidade. Pobre homem de negócios! Pobre! Inteligente demais. O problema não é que ele não vai conseguir algum resultado, claro que ele conseguirá! Mas, pobre homem, vai tentar corrigir um pouco dos erros da humanidade, e, em momento algum vai olhar pra si próprio. A pergunta é: será que a humanidade merece você homem de negócios? Mas bem, pessoas assim existem, sempre existirão homens de negócios assim. Ele acaba por se sentir bem fazendo isso, vivendo pros outros, se ele não fizesse isso se sentiria pior. Mas a questão não é essa. A questão é que ele nunca vai olhar pra dentro de si realmente, nunca profundamente. Alguma notícia sempre lhe falará: preste atenção na realidade. Ele vai aceitar a tristeza e morrer de raiva dela. Ele se contentará em sair com uma mulher de quem gosta e ouvir uma música boba pra relaxar no domingo. Nunca vai ficar desinformado, sempre estará com a televisão ou o celular ligados. Sempre estará com gente gritando e falando ao seu redor. Repito, pobre homem de negócios! Foge demais da realidade, apesar de parecer o contrário.
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