quinta-feira, 25 de abril de 2013

Porque?

Só me resta uma palavra: porque? Porque, de tudo? Porque não é melhor, mais fácil, mais agradável? Porque dói? Porque dá vontade de nunca ter conhecido o mundo... como ele é? Porque dá vontade de fugir, de recomeçar, de mudar? Porque nunca poderão sentir o que eu sinto, entender o que eu penso, ou sentir meus pensamentos e entender meus sentimentos? Porque dá vontade de explicar, de descrever como você é, mas não falar nada... não falar nada porque jamais entenderiam... podem pensar que falo que sou por interesse, porque é vantajoso. Não explico mais. Já expliquei. Mas cansou, porque as pessoas além de não entenderem, elas procuram não entender. Elas querem fugir de tudo aquilo que possa causar dor, que possa ser triste, que possa ser duvidoso, que possa trazer perguntas. Que possa trazer vontade de recomeçar, que possa recomeçar, que possa mudar hábitos, costumes e atitudes, porque elas já estão estabilizadas demais, acomodadas demais. Porque a vida pode ser bem simples... não pensando, nem questionando... mas assim eu nem a sentiria direito. E eis que entra a questão: qual é a intenção da vida, ser intensa e forte, e marcante ou rápida, simples, calma? Bom, cada um é de um jeito, e consequentemente a leva de um jeito. Mas e quem não sabe de que jeito é? Hoje rotulam tanto as coisas e a gente que a gente não sabe nem o que a gente quer. A gente não sabe o que a gente quer e o que a gente quer falar. Porque tudo fica entre o certo e o errado, e o querer e o dever. Fica entre o que vai fazer com que as pessoas gostem mais da gente, e o que a gente quer fazer. Fica entre o que vai trazer mais "ibope", "status"... fica entre o que as pessoas vão "curtir" ou não. Como se ter personalidade fosse um erro. Entre sonhar com que a gente sempre quis e sonhar com que está dentro dos limites da sociedade. É como se dissessem: você pode chegar até um certo ponto. E se você quer chegar mais além te alertam, te fazem desistir, pois a chance de dar errado é muito grande. É verdade. Mas será que valeria a tentativa? Sabe, eu acredito que sim. A gente tem que lutar pelo o que a gente realmente quer. Mesmo sabendo que a chance de dar errado é grande. Pois, essa vontade é a única coisa inteiramente nossa, que não tem dedo de ninguém no meio! Não tem incentivo, nem influência. É vontade própria, não vontade de agradar os outros. Independente da época, da idade, da condição; tente. Um dia, tente. E quanto as ações que a gente toma pelas pessoas que a gente gosta? É provável que essas sejam naturais, pois vêm do coração. Mas essa sua atitude e ação que você toma por quem você realmente gosta é natural até o ponta que te traga felicidade, não tristeza. A gente consegue ser a gente quando toma as atitudes que o coração manda. Mas não podemos só seguir nosso coração desconsiderando a razão. E um ponto difícil é a razão... seria ela um determinante comum para todas as pessoas? Acredito que não. Temos de achar a nossa razão. E isso pode ser difícil, complicado. Mas tem jeito, de defender o nosso ponto de vista, de fazer aquilo que queremos realmente fazer e não de fazer o que os outros quer que se faça. Bom, acho que não dá pra ser feliz assim. Perde-se nas suas próprias palavras e de repente se esquece o real objetivo de ter começado a escrever, se chega em um ponto que incrivelmente, se aprende consigo mesmo; como se você não soubesse das coisas que escreveu a respeito. É preciso saber quem se tem por perto, é preciso ter personalidade, conhecer a si. É preciso não desistir, por mais difícil que seja. É preciso se impor. Se submeter nunca levou nem nunca levará ninguém a lugar algum.

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