Some Words..
Welcome!
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Desculpa porque?
Não precisaria de mais nada, a não ser da minha consciência limpa. Não perder a razão. Fazer o possível. Errar apenas o inevitável. Se nada der certo, minha razão sempre me dirá: você tentou, fez o melhor que pôde. E eu sei que isso me conforta, e que me confortará. Deixe para que eles errem, que a culpa seja deles. Não que eles irão morrer se sentindo culpados... nem eu gostaria de vê-los sofrer por isso. Mas sempre existe um momento em que você se sente tão mal, tão só, que você pensa: nossa, mas e se eu tivesse dado valor, em quem, um dia, deu tudo por mim? Sabe, eu não me perguntarei isso. Mas eles irão. E meu ego se auto alimentará. Direi a mim mesma, que só eu dou valor nos outros, só eu quem penso nos outros antes de tomar qualquer atitude que lhes possa prejudicar. É bom saber que o erro não é seu. Atribuir a culpa a outro alguém, e não perder a razão. Mas esse quesito do ego, sempre me intriga. A gente ser e não saber que é, é puro. Porém quando tomamos noção de que somos melhores que os outros em alguns aspectos, nos dá um ar de arrogância. Uma arrogância inevitável. E ao nos tornarmos arrogantes, e ao nos julgarmos melhores que alguns outros, nos igualamos a eles. Mas como fugir disso?
Às vezes exigimos tanto de nós próprios, tentamos atingir a perfeição para agradar a todos. Ou agradar alguém em todos os nossos diversos ângulos. E temos a ousadia de pedir desculpas. Desculpas porque? Por ser alguém que sou? Somos assim, um complexo todo de qualidades e defeitos. Às vezes, ou melhor, nunca dá pra se atingir a perfeição. Podemos melhorar por algumas pessoas sim, mas sempre seremos quem somos, em nossa mais profunda essência. O melhor da vida é se auto descobrir a cada dia. Nos auto descobrir em nossas mudanças. Nas nossas tristezas, e alegrias. E mudanças de humor... Sabe, "faz parte", essas variações da vida. É que às vezes o pico é mais alto. Daí assustamos. Mas quase sempre volta ao normal. É apenas manter o controle. Apenas não. Somos heróis ao mantermos o controle, nessa situação em que nos encontramos.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Quero voltar... a sentir
Era inverno. E às vezes tudo que eu quero é sentir aquela mesma sensação. Eu olhava e sentia o mundo, sentia o tempo. Sentia a natureza. Eu me sentia. Eu era livre. Eu procuro essa mesma sensação, eu quase chego lá. Eu chego perto muitas vezes. Mas ela nunca mais será inteiramente minha. Agora eu sinto as pessoas, e as coisas, e os objetivos, e as metas, e as teorias, e os por quês. E tenho que tentar ver quem fez tudo, e o que eu vou fazer de tudo... E quem está por trás de tudo. A diferença é que antes eu não pensava, eu apenas sentia, e era uma sensação incrível. Eu podia sentir o gosto do tempo. E eu sentava, deitava, e olhava, e sentia, e não se passava uma palavra pela minha mente. Nem uma música. Nem uma pessoa. E eu poderia ficar ali o tempo que fosse necessário. Não doía, nem me trazia felicidade. Era apenas, natural. O sol, o frio. O cheiro. Mas o tempo passa, e colocam cada vez mais coisas nas nossas cabeças, e já não dá mais pra sentir sem pensar. O pensar se sobrepõe ao sentir em tudo. Não é mais permitido só sentir, assim como não é possível. Se antes haviam pássaros por detrás das árvores, agora há números. Já não posso enxergar as coisas como elas realmente são, só o que fizeram delas, artificiais. E me perco nos meus pensamentos, e nos meus sentimentos então... E as pessoas embaçam tanto a nossa visão à respeito da realidade. Às vezes posso enxergá-las na natureza. Mas se eu não enxergasse as pessoas e sim a natureza assim como ela é, talvez assim eu me veria como eu sou. O que para uns pode ser muito simples, para mim chega a ser impossível. Quem sou eu? Da onde vim e para onde vou... As duas últimas perguntas tenho que admitir que já não me interessam muito. Mas a primeira... muito. Tento me observar, tento me ter. Mas não me tenho. É como se houvessem pedaços meus por toda parte. E tudo que eu queria era juntá-los. Me encontrar. Saber o que me faz bem. Saber o que eu quero. Saber onde eu estou e para onde estou indo. Preciso de um tempo, só pra mim. Sem ninguém, sem nada. Quero sentir aquela sensação de novo, mesmo sabendo que nunca mais a alcançarei verdadeiramente.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
O que ficou pra trás...
Não espero que entenda. A verdade é que é impossível entender totalmente alguém. Se é pra recomeçar, que seja com a página em branco. Que o que ficou pra trás não volte nunca mais. Eu sei, é fácil falar. O sentimento sempre é o mesmo, o sofrimento também. Porém tudo fica muito mais fácil quando se sabe pra onde ir. Quando se olha longe e pensa, há algo muito maior e melhor esperando por mim. Quando se olha pra trás e não se sente rancor, no máximo uma angústia, por não poder modificar o que passou. Eu sei que virão sempre pequenas memórias na minha mente, e eu vou ter vontade de chorar, e eu vou chorar. Mas depois eu vou seguir como sempre segui. Até porque "não importa em quantos pedaços seu coração foi quebrado, o mundo nunca vai parar para que você possa concertá-lo". Mas não é só com angústia que se olha o passado. Quantas experiências, sentimentos, aventuras, risos, lágrimas isso me proporcionou... me sinto bem com isso. Eu não vou olhar pra trás, eu não quero ver o que fez parte do meu passado, não quero falar disso, quero pensar que ele nunca existiu. Mas no fundo, no fundo, isso me fez crescer tanto... ou não, que não tenha crescido, mas eu mudei. Eu mudei porque você me fez ver o que eu era e negava ser, eu fugia do que eu era. Eu soube separar o que eu fazia por mim e o que eu fazia pros outros. E eu passei a priorizar o fazer por mim. Eu sempre vi o meu caminho, é ele que eu priorizo e é ele que eu vou seguir. Mas de qualquer forma, é bom agradecer as pessoas que passaram por você, elas te fortalecem. Te fazem ver cada vez mais as pessoas. Te mudam. Sabe, você me mudou. Eu te agradeço. Mas também não quero te ver nunca mais.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
insecurity..
É como se todas aquelas inseguranças viessem a tona outra vez. Todo aquele medo, aquela angústia. Até quando o "levanta a cabeça e segue em frente" vai funcionar? Quantas decepções passarão por mim? Quantas coisas deixarei de fazer para evitá-las? Qual é o meu caminho, o meu destino? Sou eu mesma quem traço? Nada influencia... o acaso, nada? Será que a vida é realmente feita de escolhas? E será que o que eu vou escolher pra mim me fará bem? E será que eu vou estar completa, será que vai se encaixar com tudo o que eu preciso? Será que não sou nova demais... será que não me entenderão... será que cuidarão de mim? E quem está do meu lado, merece estar do meu lado? E eu, mereço? E será que só querem me machucar? E será que vão me machucar sem perceber? Por favor, o que for pra me deixar pra trás, que fique pra trás. Não toleraria mais nem um minuto.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Porque?
Só me resta uma palavra: porque? Porque, de tudo? Porque não é melhor, mais fácil, mais agradável? Porque dói? Porque dá vontade de nunca ter conhecido o mundo... como ele é? Porque dá vontade de fugir, de recomeçar, de mudar? Porque nunca poderão sentir o que eu sinto, entender o que eu penso, ou sentir meus pensamentos e entender meus sentimentos? Porque dá vontade de explicar, de descrever como você é, mas não falar nada... não falar nada porque jamais entenderiam... podem pensar que falo que sou por interesse, porque é vantajoso. Não explico mais. Já expliquei. Mas cansou, porque as pessoas além de não entenderem, elas procuram não entender. Elas querem fugir de tudo aquilo que possa causar dor, que possa ser triste, que possa ser duvidoso, que possa trazer perguntas. Que possa trazer vontade de recomeçar, que possa recomeçar, que possa mudar hábitos, costumes e atitudes, porque elas já estão estabilizadas demais, acomodadas demais. Porque a vida pode ser bem simples... não pensando, nem questionando... mas assim eu nem a sentiria direito. E eis que entra a questão: qual é a intenção da vida, ser intensa e forte, e marcante ou rápida, simples, calma? Bom, cada um é de um jeito, e consequentemente a leva de um jeito. Mas e quem não sabe de que jeito é? Hoje rotulam tanto as coisas e a gente que a gente não sabe nem o que a gente quer. A gente não sabe o que a gente quer e o que a gente quer falar. Porque tudo fica entre o certo e o errado, e o querer e o dever. Fica entre o que vai fazer com que as pessoas gostem mais da gente, e o que a gente quer fazer. Fica entre o que vai trazer mais "ibope", "status"... fica entre o que as pessoas vão "curtir" ou não. Como se ter personalidade fosse um erro. Entre sonhar com que a gente sempre quis e sonhar com que está dentro dos limites da sociedade. É como se dissessem: você pode chegar até um certo ponto. E se você quer chegar mais além te alertam, te fazem desistir, pois a chance de dar errado é muito grande. É verdade. Mas será que valeria a tentativa? Sabe, eu acredito que sim. A gente tem que lutar pelo o que a gente realmente quer. Mesmo sabendo que a chance de dar errado é grande. Pois, essa vontade é a única coisa inteiramente nossa, que não tem dedo de ninguém no meio! Não tem incentivo, nem influência. É vontade própria, não vontade de agradar os outros. Independente da época, da idade, da condição; tente. Um dia, tente. E quanto as ações que a gente toma pelas pessoas que a gente gosta? É provável que essas sejam naturais, pois vêm do coração. Mas essa sua atitude e ação que você toma por quem você realmente gosta é natural até o ponta que te traga felicidade, não tristeza. A gente consegue ser a gente quando toma as atitudes que o coração manda. Mas não podemos só seguir nosso coração desconsiderando a razão. E um ponto difícil é a razão... seria ela um determinante comum para todas as pessoas? Acredito que não. Temos de achar a nossa razão. E isso pode ser difícil, complicado. Mas tem jeito, de defender o nosso ponto de vista, de fazer aquilo que queremos realmente fazer e não de fazer o que os outros quer que se faça. Bom, acho que não dá pra ser feliz assim. Perde-se nas suas próprias palavras e de repente se esquece o real objetivo de ter começado a escrever, se chega em um ponto que incrivelmente, se aprende consigo mesmo; como se você não soubesse das coisas que escreveu a respeito. É preciso saber quem se tem por perto, é preciso ter personalidade, conhecer a si. É preciso não desistir, por mais difícil que seja. É preciso se impor. Se submeter nunca levou nem nunca levará ninguém a lugar algum.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Reorganizar...
Tenho perdido tanta coisa minha; tenho deixado tantas qualidades espalhadas, por aí... Aí me lembro: ah, eu era assim, eu fazia isso... e agora, eu nem lembro mais, nem dou mais valor. Preciso de um tempo só meu, pra colocar meus sentimentos no lugar... pra ver se as pessoas que estão ao meu lado estão me fazendo bem. Pra ver se as minhas atitudes se encaixam no que eu realmente... Eu não entendo o porquê... mas sabe, eu prefiro deixar ir, do que ficar carregando algo dentro de mim que só vai me pesar e me deixar pra trás. Quero dar valor a quem me dá valor. Quero ser feliz e poder fazer feliz as pessoas ao meu redor. Quem quiser me deixar mal, se não se afastar, eu mesma me afastarei... Os dias são assim. Uns penosos demais, outros tão leves que a gente nem sente. Eu já aceitei a vida como ela é, agora tenho que exercitar essa aprendizagem. E seguir em frente, sempre...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Pense... em você, um pouco
Fica cada vez mais difícil tirar algo de dentro do coração. Dá cada vez mais medo. Medo deles, e medo de mim, de não me reconhecer mais. Mas eu nunca fui, eu nunca fui livre... Às vezes parece que vem tudo a tona, de uma vez só. Pensar em tudo, em como tudo funciona... Hoje em dia falam em individualismo, que é o mal do mundo. Sabe, eu não acho que a gente pensa de verdade na gente! Até porque a gente não pode fazer isso. A gente pensa, sem saber, em algo maior, a gente faz as coisas pro mundo, e não pra gente. A gente não faz o que a gente gosta, muitas vezes nem temos pessoas que gostamos ao nosso lado. Somos obrigados a nos despedir de tantas pessoas, e isso nos machuca tanto, mas a gente continua, finge que nada aconteceu. Somos forçados a esquecer dos nossos sonhos, a gravar na memória que mudar o mundo e as pessoas é impossível. Que as pessoas só pensam em si próprias e que são interesseiras. Mas, será que elas não são assim porque foram educadas a serem assim? Porque... ainda há, tantos atos belíssimos de algumas pessoas no mundo. Sabe, é verdade que "não dá mais". Mas eu não sei o que seria isso, talvez uma teimosia inconstante dentro de mim, que não deixa minha vontade de conquistar o mundo morrer... Sabe, a gente devia pensar mais na gente... e como consequência disso iríamos cuidar melhor e amar mais as pessoas ao nosso redor... Esquecer quem querem que você seja.
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